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Hospital de Évora realiza a primeira coronariografia não invasiva, no sul do país

Realizou-se, dia 5 de maio, no  Centro de Responsabilidade Integrado Cardiovascular do Alentejo (CRIA) do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE) a primeira coronariografia não invasiva, a primeira a decorrer no sul do país, no Serviço Nacional de Saúde.

O CRIA investe na inovação em saúde cardiovascular para melhorar os cuidados de proximidade e reforçar a capacidade de resposta à população, utilizando tecnologia de ponta, como é o caso da nova sala de intervenção e da sala de Angio CT, de 124 cortes, único na região sul, no SNS, que permitiu a realização deste primeiro diagnóstico não invasivo, em estreita colaboração com o Serviço de Imagiologia do HESE. 
A coronariografia é um procedimento de cardiologia de intervenção que tem como objetivo identificar obstruções (estenoses) nas artérias coronárias. Quando há obstruções destas artérias, a irrigação do miocárdio fica comprometida, levando ao seu sofrimento (isquemia), que habitualmente está na origem dos sintomas de angina de peito (dor, peso, pressão no peito). Quando há uma oclusão de uma artéria coronária pode ocorrer um enfarte agudo do miocárdio.
A coronariografia não invasiva permite a realização deste exame sem necessidade de colocação de catéter dentro do coração, através da TAC, com injeção de contraste. Para isto é necessário um aparelho com uma capacidade especial para conseguir detectar essas obstruções nas artérias, que é o caso do Angio TC de 124 cortes, existente no HESE. Desta forma, o doente não necessita realizar cateterismo.
Lino Patrício, Diretor do CRIA, realça que “a coronariografia não invasiva é actualmente o método de primeira linha no diagnóstico de doença coronária em doentes de baixo risco e risco intermédio. É fundamental para programar intervenção cardíaca estrutural, vascular e cérebrovascular. Desde hoje podemos oferecer esse serviço no SNS a todo o sul do país. Podemos prever que em tempos de pandemia, esta alternativa no SNS é ainda uma maior valia”.

Maria Filomena Mendes, Presidente do Conselho de Administração do HESE, realça que “apesar da conjuntura, é muito importante continuarmos a evoluir, a investir em inovação, e a dar resposta aos doentes com outras patologias. Esta nova tecnologia permite melhorar a qualidade dos cuidados prestados à população da região do Alentejo na área da cardiologia, cirurgia vascular e neuroradiologia e contribui para a descentralização a a proximidade dos cuidados, evitando a deslocação dos doentes para fora da região, garantindo assim uma maior equidade e uma melhor resposta a mais doentes”.

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