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Unidade de AVC

Responsável pela Unidade
Drª Luísa Rebocho

Enfª Responsável pela Unidade de AVC
Enfª Mª João Marques

Enfª Chefe
Enfª Ivone Rodrigues

E- mail: unidadeavc@hevora.min-saude.pt

Localização: Piso 3, Edifício do Espírito Santo 

 

Equipa Unidade de AVC Informações Úteis da Unidade de AVC

Foto tirada a 21.06.2021

 

O que é um Acidente Vascular Cerebral?

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma doença caracterizada pela redução da irrigação sanguínea nas células cerebrais, causando danos irreversíveis na região cerebral afectada, podendo manifestar-se por diferentes sintomas. Esta redução na irrigação sanguínea pode dever-se à interrupção do fluxo sanguíneo ou à presença de uma hemorragia. Desta forma o AVC pode classificar-se em isquémico ou hemorrágico. No AVC isquémico ocorre uma interrupção da circulação sanguínea das artérias do pescoço ou das artérias cerebrais. No AVC hemorrágico a interrupção do fluxo sanguíneo cerebral deve-se maioritariamente à ruptura de uma artéria cerebral, causando assim uma hemorragia.

O AVC é uma emergência médica! No caso de aparecerem alguns dos sinais de alerta como alterações súbitas da fala, boca ao lado, falta de força ou formigueiros num braço ou perna, não perca tempo, contacte o 112 ou dirija-se o mais rapidamente ao Hospital.

Os AVCs manifestam-se todos da mesma forma?

Os AVCs não se manifestam todos da mesma forma. Os sintomas que causam são dependentes da região do cérebro que ficou afetada pela redução da irrigação sanguínea cerebral. É por este motivo que nem todos os doentes que já tiveram um AVC apresentam os mesmos sintomas, limitações, incapacidades e potencial de recuperação.

Salientam-se os sintomas mais frequentes:

  • dificuldade em falar/comunicar;
  • boca ao lado;
  • sensação de encortiçamento, formigueiro ou perda de força de um braço/perna isolada ou em simultâneo,
  • alterações na visão como cegueira de um olho ou visão dupla,
  • alterações na marcha, como o desequilíbrio ou descoordenação,
  • alterações na leitura, na escrita, no planeamento de tarefas, atenção e concentração.

Estes sintomas podem aparecer isoladamente ou em conjunto.

Fatores que determinam maior risco de ter um AVC

Múltiplos fatores de risco são associados à possibilidade de ter um AVC. Eles podem ser classificados em modificáveis (quer por mudanças no estilo de vida, quer por fármacos) ou não modificáveis.

Entre os fatores não modificáveis encontram-se a idade, o sexo masculino, história prévia de AVC ou de AIT (Acidente Isquémico Transitório Cerebral). Entre os fatores modificáveis encontram-se os hábitos tabágicos, consumo excessivo de bebidas alcoólicas, obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial, assim como a hipercolesterolemia e a diabetes. No entanto, existem outras doenças que predispõem para maior suscetibilidade para ter AVC, como as vasculites, as doenças do foro hematológico ou as alterações da coagulação.

Outros doentes em risco são os portadores de arritmias, em especial a fibrilhação auricular,  cujo risco pode ser reduzido com a utilização de terapêutica adequada à sua situação.

 

 

 

Atualizado a 22.09.2021