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​HESE inicia exame de potenciais evocados auditivos com sedação, o único realizado no Alentejo

O Serviço de Otorrinolaringologia do HESE iniciou, dia 21 de abril, a realização do exame Potenciais Evocados Auditivos sob sedação, no Bloco Operatório. Os Utentes que necessitavam de realizar este exame, com sedação anestésica, tinham que se dirigir aos outros Hospitais Centrais, em Lisboa.

A partir de agora, com a articulação entre o Serviço de Otorrino, o Serviço de Anestesiologia do HESE e o Serviço de Tecnologias e Sistemas de Informação, já não será necessária a deslocação.
O referido exame serve para avaliar de forma objetiva como está a via auditiva, ou seja, se existe surdez ou não. Pode realizar-se em crianças e adultos, mas exige que o doente colabore no sentido de não fazer qualquer movimento durante cerca de 15 a 20 minutos, por vezes 30 minutos.

Dulce Nunes, Diretora do Serviço de Otorrinolaringologia explica que “numa criança pequena é difícil garantir essa imobilidade, pelo que por vezes fazemos um sedativo muito ligeiro e conseguimos realizar o exame nas consultas externas. No entanto, sempre que uma criança não tolera o sedativo ou se é impossível obter o resultado desejado, tem de ser transferido para o Hospital de D. Estefânia para fazer o exame sob sedação. Agora, com o apoio do serviço de Anestesiologia, do Bloco Operatório e do Serviço de Tecnologias e Sistemas de Informação, é possível realizar estes exames no nosso bloco operatório e sob sedação. Trata-se de uma mais valia para os nossos doentes pois, desta forma, as crianças com suspeita de surdez conseguem realizar o exame “Gold Standard” para a deteção objetiva da existência ou não de surdez, sem terem de se deslocar do Alentejo só para fazer o exame.”

André Falé, pai da criança de três anos que realizou o exame esta semana, realça que “para um exame relativamente rápido, as deslocações são muito cansativas. Por isso, torna-se muito mais vantajoso para nós e para a criança termos estes exames e consultas aqui no Hospital do Espírito Santo. É tudo mais rápido.”
Os problemas de audição podem afetar, nos primeiros anos de vida, o processo de aprendizagem da linguagem e, posteriormente, a aquisição de conhecimentos e o aproveitamento escolar, aspetos fundamentais no desenvolvimento da criança. Nesse sentido pode acontecer existirem alterações relacionadas com a audição e que podem ser confundidas com alterações cognitivas ou comportamentais. A realização dos potenciais evocados auditivos, por ser um exame objetivo, permite fazer o diagnóstico de surdez e, assim, orientar os pais, os professores, os pediatras, terapeutas da fala e restantes intervenientes no processo de reabilitação auditiva, para dar a oportunidade à criança de fazer o tratamento e/ou intervenção mais adequada à sua situação.

GCM + Serviço de ORL

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